09_Resenha de O que os psiquiatras não te contam, de Juliana Belo Diniz

Pietro Giuseppe Puppo

Diniz, J. B. (2025) O que os psiquiatras não te contam.
São Paulo: Fósforo, 2025.

Introdução geral do livro

Um dia, eu busquei atendimento psiquiátrico: ao chegar ao consultório, me deparei com uma casa transformada em clínica. Fui recebido por uma secretária que demonstrava muita agitação. Ao agilizar os trâmites do convênio, ela reclamava como os planos de saúde estavam tornando o processo cada vez mais burocrático, como se quisessem dificultar o acesso ao atendimento. Entre sinais de estresse da secretária, que buscava fazer o cadastro ao mesmo tempo que precisava atender ao telefone que não parava de tocar e responder a mensagens do WhatsApp que não paravam de chegar, além de recepcionar a fila que logo se formava atrás de mim, fui direcionado para a sala de espera. Vi que a sala estava cheia de outras pessoas e, nos poucos minutos em que estive lá, reparei que, nas salas de atendimento da clínica, havia uma rápida rotação de pacientes. 

Pensei que poderiam ser somente consultas de retorno, por isso a rapidez, mas não pude deixar de notar esse padrão, que se seguiu comigo também. Um psiquiatra se despediu de uma paciente e logo me chamou, eu entrei na sala e me sentei à frente dele. A pergunta foi seca, direta e rápida: “quais são os seus sintomas?”. Entre algumas perguntas e respostas sempre muito direcionadas, eu recebi um possível diagnóstico e, para isso, havia dois remédios que poderiam me ajudar. Com os efeitos colaterais explicados, a troca de WhatsApp feita e o retorno agendado, nos despedimos.

Destaco esta cena, pois ela representa uma lógica de precarização existente não só no atendimento psiquiátrico, mas também em outras área de saúde, em que a escuta e o tempo se perdem em uma rapidez tanto de atendimento quanto de solução.

Por mais que possamos acabar ouvindo outros relatos parecidos com partes desta cena, sabemos que um relato não pode ser generalizado a toda uma área de atuação. O livro de Juliana Belo Diniz (2005), intitulado O que os psiquiatras não te contam, busca justamente combater o estereótipo de uma psiquiatria focada em remédios como solução única, avançando a discussão sobre diversas áreas que correspondem e sustentam o trabalho psiquiátrico. Por mais que a autora demonstre que há, de fato, profissionais que almejam reduzir a psiquiatria à mesma lógica da neurologia – ou seja, tendo o orgânico cerebral como foco principal da atuação e os remédios que atuam no balanço dopaminérgico como a única resposta possível –, ela busca, ao longo de sua argumentação, demonstrar as limitações desse tipo de pensamento. 

Além disso, sinto que seu livro pode ocupar justamente uma lacuna relacionada à falta de informação ou de conhecimento sobre o atendimento psiquiátrico, resultante da própria precarização do atendimento. Sua escrita consegue ser rigorosa teoricamente, na mesma medida em que torna acessíveis explicações que sustentam e embasam o fazer psiquiátrico.

Juliana Belo Diniz é doutora em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Pesquisa Clínica pela Universidade de Harvard. Concluiu o pós-doutorado em 2014 e atua como psiquiatra clínica, psicoterapeuta e pesquisadora do Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq-HC-USP).

Sua experiência em pesquisas científicas, como na área de ressonância magnética cerebral, se junta a uma visão crítica dos transtornos mentais: embasada na história da psiquiatria e em autores como Georges Canguilhem, Diniz desenvolve um tecido argumentativo capaz de levar diferentes assuntos em consideração ao longo de O que os psiquiatras não te contam. Entre esses assuntos, destaco a crítica da ideia da redução dos transtornos ao funcionamento cerebral; o uso, a importância e o limite de uma prescrição medicamentosa; o funcionamento, os tipos e os limites de estudos de ressonância magnética cerebral; e a importância do contexto social como entendimento fundamental para compreender o surgimento de um transtorno mental.

O livro torna-se, assim, uma surpresa boa, pois consegue levar o leitor ao encontro de uma argumentação que não reduz a psiquiatria a nenhuma dessas áreas, ao passo que consegue sustentar a importância delas como parte do fazer psiquiátrico e do desenvolvimento científico.

Para enfrentar a discussão sem que o trabalho de pesquisa e escrita se torne interminável, a autora avisa que focará, principalmente, nos quadros de ansiedade e depressão e que a historicidade presente no livro ficará circunscrita ao surgimento dos antidepressivos.

Sinto que há uma pergunta cuja resposta percorre toda esta obra, e que é cara em nosso tempo, a saber: se a ansiedade e a depressão não são uma doença puramente do cérebro, o que elas são?

Isso porque, como Juliana Belo Diniz (2025) expõe, é crescente o discurso que busca reduzir as explicações através do cérebro, como a famosa ideia de que a depressão seria um problema de déficit dopaminérgico. Para a autora, essa afirmação, com o tempo, teve uma dupla função: por um lado ajudou, caducamente, a combater o estigma da depressão enquanto preguiça; mas, por outro, acabou por criar um sério problema argumentativo, o “de que, se a depressão não for entendida enquanto um problema químico, ela não existe” (Diniz, 2025, p. 38).

Se o surgimento da depressão fosse puramente químico, o remédio bastaria enquanto solução. Sabemos que não é o caso, e a nós, psicanalistas, é de suma importância poder nos aprofundarmos nas respostas trazidas pela autora à problemática desta afirmação, pois, ao reduzir o surgimento da ansiedade e da depressão ao funcionamento biológico, a lógica argumentativa caminharia na direção da exclusão do fazer psicanalítico.


“A ciência dos remédios”

[…] os inibidores seletivos da recaptura
de serotonina não modificam a sociedade
a ponto de eliminar a insegurança e a
melancolia da experiência humana.

(Diniz, 2025, p. 91)

Na primeira parte de O que os psiquiatras não te contam, denominada “A ciência dos remédios”, Diniz faz um percurso que passa desde os limites de alguns modelos de pesquisa sobre as doenças do cérebro até a historicidade do método científico que culminou no modelo atual de pesquisa, sustentando o debate sobre a eficácia de remédios usados para transtornos depressivos. Aqui, gostaria de me ater a este último tópico.

A autora contextualiza historicamente o debate sobre os testes terapêuticos que visam determinar o funcionamento de algum tratamento e a descoberta do “efeito placebo”, ao retomar duas histórias importantes para esses processos. A primeira é a do escorbuto, doença que assolava os navios no século XVIII: por meio do experimento de Lind, surgiu não só uma cura, mas uma nova abordagem de investigação médica, uma vez que “não havia nenhuma chance de que ele melhorasse sem que fosse adicionada alguma forma de vitamina C à dieta dos marinheiros, e havia 100% de chance de melhora com a inclusão dessa vitamina.” (Diniz, 2025, p. 65). Essa história embasa o argumento de que não precisamos saber, necessariamente, como um tratamento funciona para que ele se mostre eficaz, como o caso do escorbuto, desde que tenha um rigor metodológico no estudo do tratamento.

A segunda história é sobre o efeito placebo e as hastes patenteadas pelo médico Elisha Perkins, que, em 1792, criou duas hastes, uma de prata e outra dourada, as quais supostamente seriam capazes de curar, entre outras coisas, dores no corpo. A solução para desmascarar Perkins foi descoberta por John Haygarth, famoso médico inglês que propôs uma pesquisa que incluísse hastes de madeira sem que o paciente soubesse que eram de madeira. Assim, criou-se uma pesquisa que levou em consideração o que atualmente é descrito como “efeito placebo”. Aqui, Juliana Belo Diniz aponta como a sensação de dor pode mudar de acordo com o contexto de quem está sentindo, sendo influenciada por diversos fatores, entre eles, fatores culturais ou o modo como a pessoa está sendo cuidada. Através desse fato histórico, a autora traz o debate atual sobre o “efeito placebo” pois, assim como a sensação de dor, a ansiedade e a depressão também têm fatores subjetivos de melhora e piora.

Diniz introduz o importante debate proposto por Kirsch sobre a suspeição da eficácia dos antidepressivos, visto que, além de não sabermos exatamente como eles funcionam, existem estudos de “efeito placebo” que demonstram a pouca diferença de eficácia em comparação com a substância ativa. Mas a autora é categórica: os estudos do grupo de Kirsch têm sérias limitações, pois não levam em consideração os desfechos secundários dos antidepressivos, aqueles que dizem respeito à qualidade de vida ou ao funcionamento social, no caso da depressão.

Assim, a autora defende, através dos estudos de Peter D. Kramer, divulgados em Ordinarily well, e de sua própria experiência clínica, que existe, sim, uma eficácia importante no uso de antidepressivos, mas que eles não são a solução e também não funcionam para todo mundo. O que ficou claro com o trabalho de Kirsch, de acordo com Diniz, “não foi que os antidepressivos são pouquíssimo eficientes, mas que os ensaios clínicos que avaliam remédios para depressão são baseados em medidas muito grosseiras” (Diniz, 2025, p. 105).

Juliana Belo Diniz reitera o fato de que o medicamento, apesar de poder ser um auxiliar no tratamento, não exclui o caráter social e cultural da depressão e da ansiedade. A autora traça uma associação entre o crescimento da venda de remédios como Venvanse ou Ritalina, seus efeitos de euforia e de perda de apetite e a mudança de critérios diagnósticos do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), de modo a ampliar a possibilidade diagnóstica, num quadro em que se utilizam esses medicamentos para seu tratamento.

Aqui, gostaria de colaborar com a discussão sobre a ampliação diagnóstica e seu efeito na sociedade. Obaid e Albagli (2019) debatem a mudança ocorrida na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), que excluiu o critério de luto como desclassificatório nos quadros de depressão maior. Ou seja, a partir dessa mudança, uma pessoa que apresentasse os sintomas característicos e estivesse passando por um luto recente seria diagnosticada com depressão maior. Essa mudança foi sustentada sobre o princípio de cuidado, afinal, diminuiria falsos negativos, visto que luto e depressão maior têm sintomas muito parecidos, o que possibilitaria o tratamento para a pessoa em sofrimento.

Na prática, tal mudança não só transforma o luto em uma patologia, como carrega a ideia de que todo sofrimento deve ser tratado e extinguido. No caso do TDAH, temos um diagnóstico “caracterizado por sintomas que todas as pessoas já tiveram quando estavam ansiosas, chateadas ou cansadas” (Diniz, 2025, p. 109). Podemos ver, nisso, um processo de patologização do que, assim como o luto, faz parte da vida. Deste modo, não se trata de vilanizar medicamentos ou diagnósticos, tampouco de entendê-los como isentos de um posicionamento político. Entender o luto como depressão maior, ou o cansaço como sinal de TDAH, nos aponta para uma transformação “da prática psiquiátrica, entendida como uma tecnologia de normalização, para uma tecnologia de gestão da vida diária das pessoas” (Obaid & Albagli, 2019, p. 9, tradução nossa). 

Classificações podem anunciar mudanças no processo de desenvolvimento e entendimento dos transtornos mentais, relacionando-se com o aumento ou a diminuição de diagnósticos. Mas não podemos deixar de considerar que “os manuais estão longe de resumir a psiquiatria ou de descrever a mente humana, eles apenas descrevem a convenção” (Diniz, 2025, p. 98). Assim, a autora ressalta que, como convenção, não podemos perder o que há de mais importante no atendimento e no fazer clínico, a saber: a história de quem está na nossa frente.


“A ciência do cérebro”

No contexto do funcionamento cerebral,
não sabemos ainda onde as impossibilidades
teóricas podem estar. Não conhecemos
os limites biológicos do nosso
aparelho mental nem os limites
tecnológicosda manipulação cerebral.

(Diniz, 2025, p. 161)

Na segunda parte de O que os psiquiatras não te contam, Diniz busca, principalmente, contextualizar e expor os tipos de pesquisa que visam entender o funcionamento do cérebro. Separados entre os métodos estruturais e funcionais, o primeiro tipo é responsável pela análise de lesões estruturais e traz uma imagem congelada do cérebro, enquanto o segundo método revela o trabalho em tempo real do funcionamento neuronal. 

Nesta parte do livro, a autora adentra ainda mais na tecnicidade dos estudos de neuroimagem, mas o faz de maneira a torná-la acessível por meio de metáforas, considerando-a uma esfera de estudo que sustenta muitas promessas de descobertas científicas importantes para a área de saúde mental. A questão que aparece é: “como é possível que as neurociências ainda não tenham encontrado a origem biológica de pelo menos uma parte dos transtornos psiquiátricos?” (Diniz, 2025, p. 114)

Nos atemos, então, aos limites da ressonância magnética funcional. Não trarei aqui a rica explicação da autora sobre seu funcionamento, mas vale mencionar como os detalhes e as metáforas foram primorosas para conhecer melhor o funcionamento deste aparelho tão presente em nossa cultura através de reportagens de televisão que, apesar de mostrar ressonâncias em ação, não explicam detalhadamente sua função.

As limitações da ressonância magnética começam a surgir pela necessidade de preencher probabilisticamente algumas lacunas de informação por conta do próprio funcionamento da máquina. Sua execução produz ruídos que fazem com que a interpretação da atividade cerebral seja feita indiretamente. Ou seja, o sinal que se consegue adquirir pela ressonância “é muito fraco, difícil de distinguir do ruído de fundo, e precisa passar por uma brincadeira de telefone sem fio para ser interpretado” (Diniz, 2025, p. 143).

Mas, principalmente, há um sério problema de tradução da informação. Consegue-se inferir a maior atividade em determinada área do cérebro, mas não se consegue descobrir do que se trata esta informação. Diniz, neste trecho, extrapola imageticamente o problema ao dizer que “seria o mesmo que tentarmos descobrir o que pensa e sente um paquera silencioso observando apenas o status de on-line do seu aplicativo de mensagens” (Diniz, 2025, p. 149). 

Embora a ressonância tenha utilidade e seja um método revolucionário, pois permitiu descobrir mais sobre a atividade cerebral, “a crítica é essencial para não nos deslumbrarmos com a ideia fantasiosa de que temos acesso direto ao que está se passando no cérebro” (Diniz, 2025, p. 150).


“A ciência do sofrimento humano”

É verdade que a vida mental depende
da integridade do cérebro. No entanto,
não é verdade que a intervenção direta
no cérebro é a melhor forma de
produzir mudanças na vida mental.

(Diniz, 2025, p. 206)

Apesar de Juliana Belo Diniz trazer poucas vezes a psicanálise à sua argumentação, nesta última parte de O que os psiquiatras não te contam há um aprofundamento das diferenças de posicionamento e de entendimento sobre o que é um sintoma na psicanálise. Além disso, a autora traz outras formas de tratamento, como a terapia cognitivo-comportamental, que, junto às ideias de mindfulness, vincula-se à demanda produtivista em nossa sociedade, com a promessa de “reduzir os sintomas num tempo predeterminado e “consertar” o indivíduo para que ele se mantenha produtivo” (Diniz, 2025, p. 197). Entender o sintoma como algo que deve ser extirpado, retirado do indivíduo, tem um peso histórico trazido pela autora através da história da psiquiatria e da medicina.

Diniz expõe e critica soluções que não enxergaram direito o problema e que causaram sofrimento às pessoas, sob o pretexto de remissão de sintomas, como a leucotomia, procedimento usado para acalmar quadros de esquizofrenia, que deixava os pacientes completamente incapacitados.

Neste trecho, não pude deixar de lembrar quando visitei uma mostra sobre Nise da Silveira no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo (CCBB-RJ). Para quem não a conhece, Nise foi uma importante psiquiatra brasileira, crítica da forma como os usuários do Centro Psiquiátrico Nacional (RJ) eram tratados. Ela promoveu, com resistência de outros médicos, ateliês de arte para os frequentadores do Centro, se tornando uma das pioneiras e uma das referências nesta forma de tratamento. Entre os diversos artistas e obras impactantes presentes na mostra que visitei, uma dupla de esculturas chamou minha atenção. Elas foram feitas por Lúcio Noeman e contam uma história em dois tempos.

A primeira, intitulada Guerreiro egípcio, é detalhada, apresenta um rosto expressivo e muito bem executado. A história mostra a potência artística de Noeman, descoberta durante sua internação no Centro. No site do Centro Cultural do Ministério da Saúde[1], conta-se parte de sua história e de como suas obras conquistaram a atenção dos críticos de arte, algumas das quais, naquele período, expostas no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1949. O autor dizia que suas obras representavam guerreiros empenhados na luta entre o bem e o mal. Noeman foi um dos frequentadores do Centro Psiquiátrico que, a convite de Nise, pôde descobrir um prazer e se tornar um artista em ascensão.

A segunda escultura, intitulada Modelagem em argila, apresenta um rosto ainda reconhecível, mas assustado e brusco, sem detalhes nem forma definida, bem diferente da obra anterior. O segundo tempo da história é a marca definitiva da violência a que Juliana Belo Diniz remonta-se no final do seu livro: Lúcio Noeman foi forçado a fazer lobotomia, o que acabou com sua autonomia, criatividade e prazer artístico. Segundo ele, a luta do bem e do mal se tornara uma luta de gato e rato.

O monstro tirado do armário por Juliana Belo Diniz não é só um importante lembrete histórico do que a ciência pôde ser capaz de fazer sob o discurso do tratamento, mas um alerta atual sobre como práticas violentas podem estar presentes em clínicas e pesquisas que não levam em consideração o contexto histórico e social. Como alerta a autora: “Nós, psiquiatras, precisamos estar conectados com as questões políticas e sociais para não corrermos o risco de confundir as reações ao contexto com sintomas deslocados de sentido” (Diniz, 2025, p. 207) – no que, aqui, também incluo nós, psicanalistas.

[1] No site não consta a data nem a autoria de quem escreveu parte da história de Lúcio Noeman, porém, as informações podem ser encontradas em: Centro Cultural do Ministério da Saúde (s. d.) Lúcio Noeman.
Resgatado em 28 de agosto de 2025 de http://www.ccs.saude.gov.br/cinquentenario/lucio.html.

referências

Diniz, J. B. (2025) O que os psiquiatras não te contam. São Paulo: Fósforo, 2025.

Obaid, F. P. & Albagli, R. D. L. F. (2019) A critical analysis of the debates on grief and depressive disorder in the age of the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. Salud Colectiva, vol. 15, n. 24, pp. 1-14, 2019.

Pietro Giuseppe Puppo

É psicanalista e psicólogo (UFF), mestrando em Psicologia Social (IP-USP) com estágio em pesquisa na Universidade Diego Portales (Chile). Cursou “Conflito e Sintoma” no Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. Atualmente, atende em consultório particular e pesquisa sobre a ansiedade na contemporaneidade.