Kelly Rodrigues Silva
O eu não passa de um objeto provável e quem diz eu só o apreende em parte; outra pessoa pode ter dele uma visão mais nítida e justa. Mais uma vez, esta exposição não se apresenta em absoluto como uma explicação. E mesmo, se a empreendi, foi em grande parte porque sei que nunca alguém pode conhecer-se, mas tão somente contar-se.
(Beauvoir, 1960/2018, p. 301)
Em 2018, próximo às fatídicas eleições que revelaram a face do fascismo brasileiro, iniciei meus primeiros estudos em psicanálise, talvez numa tentativa de me salvar do desespero. Os três volumes da coleção Fundamentos da Psicanálise, de Mauro Antônio Coutinho Jorge (2005; 2010; 2017), fortaleceram meu interesse e me fizeram entender que esta não poderia ser uma caminhada solitária. Então, chegou a mim a notícia de que se formava em Goiânia um grupo que traria convidados para ministrar aulas sobre os textos freudianos. O custo seria a divisão dos gastos com passagem e hospedagem dos convidados, sem maiores exigências. Muito oportuno e acessível para quem não tinha condições financeiras de pagar pela formação numa escola ortodoxa de psicanálise.
Foi ali que conheci alguns professores que, um pouco mais tarde, me atraíram para o Instituto Gerar em outro momento traumático. Tempos pandêmicos. O isolamento, como estratégia de sobrevivência, impôs e ampliou usos de tecnologia antes encarados pelo meio psicanalítico com alguma reserva, o que tornou possível para pessoas distantes dos grandes centros urbanos, como eu, o acesso a cursos ofertados de maneira não presencial.
Eu, moradora da Cidade de Goiás, mais conhecida como Goiás Velho, localizada no interior do Estado, com pouco mais de 22 mil habitantes e nenhum psicanalista, pude aprofundar a análise pessoal que antes ocorria com menor frequência, por causa do até então necessário deslocamento até a capital. Além disso, iniciei minha formação online em São Paulo, que se tornou mais acessível do que Goiânia, com colegas do Brasil todo: no ano de 2022, formou-se a primeira turma do curso que passou a se chamar “Aprofundamentos em Freud”[1]. A turma, que antes era cheia, com muitas câmeras ligadas, foi ficando menor, tornando-se aos poucos, para mim, um ambiente mais familiar, à medida que os laços com os colegas foram sendo construídos e fortalecidos também nos encontros presenciais, que ocorrem no encerramento de cada semestre.
Durante o percurso, a questão sobre o início da clínica tornava-se mais presente. Quando começar? Em qual tempo? Questões complicadas para quem nunca teve “uma clínica”, não no sentido físico, mas na experiência de ouvir pessoas nesta necessária condição. Para muitos com formação em Psicologia, a clínica chegou antes, mas para mim, com formação acadêmica em Jornalismo, a escuta estava presente, mas a clínica não. Então, tornar-me analista, quando e como?
No último semestre de curso, decidi entrar para o Seminário Clínico, em que as discussões de casos são frequentes. A proximidade com a prática clínica, ao ouvir os colegas, me instigava. O relato não é a narrativa de um sujeito em primeira pessoa, ao mesmo tempo que é, pois o analista se implica ao mostrar suas intervenções clínicas para, junto a outros, indagar sobre o que não foi escutado. Os primeiros encontros geraram em mim uma sensação de estranhamento, me perguntava como outros, fora da relação analítica, a partir de um primeiro contato com um caso, poderiam apontar lacunas. Outra coisa que se evidenciou foi a dificuldade de encontrar respostas inequívocas na teoria. O que se tece na aproximação entre clínica e teoria é uma costura com muitos pontos frouxos, tantos soltos, sem respostas claras e definitivas. Com o tempo, pude perceber que os incômodos, as lacunas e o não-saber são o motor da psicanálise, sem isso não há movimentos transformativos.
Depois de participar de um encontro sobre o funcionamento da Rede Clínica[2], decidi mandar um e-mail para marcar uma entrevista. Entre os critérios estabelecidos, falou-se sobre a frequência de ao menos um ano de Seminário Clínico[3]; mesmo sem cumprir o requisito em sua totalidade, já que frequentava o Seminário há seis meses, resolvi arriscar, coisa incomum para quem costuma agir com cautela na espera de tentar garantir alguma certeza.
Nesse gesto puder compreender que, para mim, considerando meu lugar e as circunstâncias de minha história, haveria de ser neste tempo. O precipitado de minha decisão foi possível pela criação retroativa de um passado em direção a uma analista por vir. Passado escrito num divã de outra clínica-escola, quando comecei minha análise nos tempos de estudante universitária, sem nenhum recurso financeiro para frequentar consultórios particulares. Fato que foi ressaltado pelo entrevistador, ao apontar que eu inventaria a analista no mesmo dispositivo em que havia começado minha análise[4]: numa clínica-escola.
O tempo que se/me constrói
No tornar-me analista, o processo de autorização de algo não se dá sozinha, mas com o suporte de alguns outros, como no sofisma dos três prisioneiros presente no texto de Lacan (1945/1998), “O tempo lógico e a asserção da certeza antecipada”, em que um prisioneiro constata que possui o disco branco em suas costas ao observar a cor dos discos e a hesitação dos outros dois. Uma verdade a respeito de si se constitui através de outros. Foi assim que pude perceber o que houvera começado há anos: “O presente que se reconfigura enquanto possibilidade do passado, dentro de minha história, em razão de um futuro” (Salum, 2024, p. 58). O fato de arriscar-me analista na Rede Clínica reconfigurou o momento em que estive antes: no divã de outra clínica-escola. No instante de ver, quase coincidente com o momento de concluir, uma ponta encontrou a outra e o tempo não linear circunscreveu um lampejo de compreensão daquilo que antes estava perdido.
Tarde ou cedo? Para uma mulher após os quarenta anos, isso importa? Lembro-me de Lou Andreas-Salomé, para quem a psicanálise chegou aos cinquenta. Para ela, a impossibilidade da não existência da psicanálise; para mim, a impossibilidade lógica de minha história e geografia. Para nós duas, a reconstrução de um passado na certeza antecipada de um futuro anterior: “Se olhar para trás tenho a sensação de que minha vida estava à espera da psicanálise desde que saí da infância” (Salomé apud Astor, 2008, p. 275). O tempo linear estabelecido imaginariamente, que passa de modo contínuo e ininterrupto, se desmancha, como os relógios derretidos de Salvador Dalí, no famoso quadro “La persistència de la memòria” (1931). O tempo que não passa retorna à menina saída da infância ao colocá-la por esperar algo que aconteceria só depois. Este é o tempo que interessa ao psicanalista.
No momento da escrita de sua biografia, Simone de Beauvoir, que contribuiu para libertar a mulher de seu “destino biológico” ao constatar que, como outros atributos simbólicos, “não se nasce mulher, torna-se”, duvida do tempo linear: “por momentos, não sei mais muito bem se sou uma criança que brinca de adulto, ou uma mulher idosa que recorda” (Beauvoir, 1963/2018, p. 365). Em seguida, a autora nega, para afirmar-se:
Não. Eu sei; sou eu, hoje. A menininha cujo futuro tornou-se meu passado não existe mais. Quero crer, às vezes, que a trago em mim, que seria possível arrancá-la da minha memória, ajeitar seus cílios desalinhados, fazê-la sentar-se intacta, a meu lado. É falso. Ela desapareceu sem que sequer um frágil esqueleto comemore sua passagem. Como tirá-la do nada? (Beauvoir, 1963/2018, p. 365)
Ao decidir colocar no papel sua história, próxima aos cinquenta anos, sentada em sua mesa de trabalho, ao avistar pela janela um grupo de colegiais, Beauvoir recorda-se do lugar onde nasceu e se vê diante de uma folha em branco, como faz no presente. Assusta-se com a impressão de que nada havia mudado, como se sua vida estivesse fixada em algum lugar. A escrita de sua história a faz ter a impressão de voltar no tempo, mas de pronto ela constata que, para se afirmar no presente, para reconhecer o movimento de uma vida, é preciso negar o real da menininha – o que passa a existir é outra coisa, uma existência simbólica, em palavras. A menininha fixada no tempo não existiu, pois ela só passa a existir a partir da mulher que recorda no presente.
Talvez porque o ressurgimento do infantil provoque uma espécie de desorganização insuportável, é preciso passar pela experiência da palavra como maneira de estruturar a mulher presente. Assim fez Annie Ernaux, no livro em que escreve suas memórias da menina que passa pela primeira experiência sexual:
Aquela menina de 58, que passados cinquenta anos é capaz de surgir e provocar um colapso interior, vive, portanto, em mim com sua presença escondida, irredutível. Se o real é aquilo que age, produz efeitos, segundo a definição do dicionário, essa menina não sou eu, mas ela é o real em mim. Uma espécie de presença real (Ernaux, 2025, p. 17).
Para a asserção da analista, a menininha nascida em tempos difíceis foi (re)escrita junto à adolescente que se separou da família para seguir nos estudos e à jovem estudante universitária que chegou a uma clínica-escola por sofrer pela condensação de constantes separações. O tempo se reconstruiu e me construiu para outras possibilidades. O passado como ficção autoriza no presente o que havia sido, antes, impossível para mim.
O pensamento neurótico da construção infinita de hipóteses para aquilo que poderia ter sido, se não fossem os tempos trágicos de meu nascimento, e a busca incessante por explicações e sentidos pelas separações, pelos silêncios e pelos não ditos deram lugar ao que poderá ser o tornar-se analista no tempo que for propício e possível para mim. Na construção de minha análise, pude reconhecer minha diferença, minha posição familiar, não mais como impossibilidade, mas como abertura.
Minha diferença, enquanto mulher, retorna à menininha, não como fantasma do passado, mas como criação do presente. Numa outra promessa de unidade, como na constituição do eu no estádio do espelho, a analista se faz na ascensão jubilatória de um corpo capaz de trilhar o caminho da psicanálise. Uma antecipação que se deu em seis meses, antes do tempo estabelecido nas regras anunciadas, na asserção de uma verdade, seria submetida à prova da dúvida na entrevista, mas não poderia ser verificada se eu não a atingisse antes numa certeza um tanto incomum, que não se atinge se não for através de outros.
Deste modo, a analista é fabulada nas tramas de um tempo lógico, quando se descobre o que teria estado lá para que houvesse aqui a analista; aliás, para que estivesse aqui uma analista, o que não é algo em essência permanente, mas se presentifica num encontro com alguns outros que oferecem os predicados autorizados pela lei de minha cadeia significante, expandida depois da construção teórica e do seu deslizar possibilitado na análise. A analista surge também no encontro com o analisante, última parte desta história.
Lugar: o interior de onde se escreve e se escuta
Após a entrevista, entrei em um dos grupos de supervisão da Rede Clínica. Inicialmente como ouvinte, acompanhando os casos trazidos pelas colegas, pude observar como funciona o processo de uma supervisão, como a escuta é acolhida por todos os membros do grupo, como os apontamentos são feitos de maneira muito cuidadosa. Senti-me novamente em lugar seguro, pronta para o encontro.
O supervisor me encaminhou uma mensagem, enviada por uma pessoa que justificava sua busca pelo atendimento, aparentemente em um caso de depressão. Ele também me apresentou a alternativa de outro caso mais grave, ao que me sugeriu: “comecemos devagarinho”. Concordei com ele e aguardei o contato da pessoa. Agendamos a primeira sessão.
No dia anterior ao atendimento, dormi mal e me veio a insegurança. Eu duvidava que poderia ser analista de alguém. Aquilo que se constituía com a certeza antecipada e com a confirmação posterior parecia estremecer. Afinal, o encontro analítico ocorre mesmo é na solidão, por mais que tenhamos o suporte de outros em supervisão e, no relato do caso, de grupos de estudo.
Incerta e sozinha fui, mandei o link, abri a câmera, a encontrei. Meus ouvidos, ainda acostumados à escuta de registro da jornalista, quiseram captar o máximo possível. No encerramento da sessão, ao explicar-lhe o funcionamento da Rede Clínica, disse de qual lugar eu a escutava. Contei-lhe que morava em Goiás. O supervisor questionou qual o motivo dessa revelação, hesitei e tentei explicar que, por ela ter me falado sobre os bairros onde morou em São Paulo, considerei que ela entrevisse minha falta de familiaridade com a cidade e quis me explicar. Mas a pergunta do supervisor ressoou e foi parar na análise.
Qual o lugar para tornar-se analista? Assim como o tempo, há um lugar propício? Seria possível para mim, neste meu lugar de hoje? Seria possível para mim, vinda do lugar onde nasci? Percebo que esta é uma questão essencial em minha história, por isso escapou em meu dizer a minha geo-grafia, o lugar de onde escrevo, que é uma conquista inconsciente.
O meu lugar de origem é uma pequeníssima cidade de pouco mais de quatro mil habitantes, o refúgio de uma família que se encontrava em risco quando nasci – contingência que me fez ser a única filha a nascer no interior. A marca de minha origem é o lugar pelo qual busquei por toda a vida, até vir parar hoje em outro interior.
O que significa ser do interior? Estar na parte de dentro, protegido dos perigos de fora, estar em segurança. Mas será preciso deixá-lo rumo ao aberto e ao desconhecido, buscar outros rumos, enfrentar a insegurança, a cidade grande para poder crescer, ter acesso às escolas e às oportunidades de trabalho, “tornar-se alguém na vida”. Um alguém viverá a buscar o lugar para sempre perdido?
Depois da graduação em Jornalismo, assim que me mudei para Goiás, dediquei-me a um mestrado em Geografia, em que a principal categoria de análise da pesquisa foi o lugar (Silva, 2016). Ouvi pessoas que nasceram, cresceram e envelheceram aqui, muitas na mesma casa; percebi que a curiosidade em relação a essa experiência provinha dos episódios de mudança de minha família, das diferentes casas entre duas cidades, das muitas separações. No lugar onde escolhi morar na vida adulta, em outro interior, fui conversar com quem vivia aqui “desde sempre”, era como seu eu quisesse recompor os traços daquilo que perdi em definitivo.
Um dia, depois de ter assistido ao filme Ainda estou aqui, sonhei que olhava a fotografia de uma casa, era a varanda de uma casa bonita, cheia de plantas, que dava para o quintal com uma mangueira carregada de frutos. Eu perguntava para uma tia de quem era aquela casa, e ela me respondia que era de sua irmã. Eu pensava: a casa dela tem as mesmas plantas da casa da minha avó, ela cultivou a memória da casa de sua mãe nas plantas. No filme, na cena da casa vazia, Eunice Paiva caminha pelos cômodos, há o eco, a filha sentada na porta a olhar para dentro. Quase a mesma cena que presenciei quando minha família se dividiu ao meio: os pais e o filho criança para um lado, voltando para o interior; eu e duas irmãs para outro, continuando na capital para seguir com os estudos. Nesta mudança, eu me lembro de ver uma de minhas irmãs aos prantos e o caminhão de mudança na porta, ela parou para chorar, para olhar o vazio e chorar. A casa vazia. De gente, de cachorro, de móveis, dos vasos de plantas. Cheia de eco, era apenas um imóvel.
A lembrança de seu choro me revelou o encerramento de alguma coisa que jamais teríamos de novo: todos juntos morando na mesma casa. A partir dali, o que ocorreu foram mais separações, a irmã que casou, a que arranjou emprego em outra cidade, eu morando sozinha, depois dividindo casa com colegas de faculdade. Até que, em outro interior, onde escolhi viver e enfim pude construir minha própria casa, tive uma sensação ruim ao me mudar, estranhei tudo. A casa vazia. O eco. Este interior não era a casa da infância que eu buscara sem saber.
O imóvel se tornou casa aos poucos. Trouxe algumas mudas de plantas da casa de minha avó, elas começaram a crescer, encheram a varanda, a mangueira no quintal tomava estatura de árvore. Alguma memória da casa da família se estabelecia, como na fotografia da casa da tia que eu via no sonho.
Na análise, pude elaborar que aquilo que fica quando nos mudamos é o imóvel vazio, mas a casa é móvel, é semente que levamos em nós para plantar em outro lugar, em qualquer outro interior.
Deste interior, de Goiás, eu pude fazer meu primeiro atendimento como analista, com as ferramentas tecnológicas destes tempos estranhos, pós-pandêmicos, em que o fascismo mostrou sua versão brasileira. Eu, do meu lugar, pude atender alguém da maior cidade da América Latina. O tornar-se analista só foi possível para mim daqui, do interior que busquei, do lugar em que escrevo minha história. Talvez por isso tenha sido necessário dizer também, no meu primeiro atendimento, de onde começo a escutar a história de outros.
No decorrer dos atendimentos e ao final deste texto, o que percebo é que o processo analítico transforma analista e analisando em seres literários, na perspectiva sustentada por Annie Ernaux, como “alguém que vive as coisas como se elas precisassem um dia ser escritas” (Ernaux, 2025, p. 129). A analista que aqui escreve, em processo contínuo de “tornar-se”, percebe que sua escuta não deve mais ser a de quem registra para escrever, pois na clínica quem escreve é o analisante. À analista cabe a leitura de um texto que revela o sujeito que, aos poucos, conquistará os significantes que herdou para fazê-los seu, conforme a citação de Freud a Goethe, em Totem e tabu: “Aquilo que herdaste dos teus ancestrais, conquista-o, para que o possuas” (Freud, 1912-1913/2012, p. 241).
Alguém que foi constituído pelo discurso de Outro, que nasceu em tempo e lugar determinado, que foi falado numa língua que já existia, com predicados que o definiram antes de sua existência se materializar num corpo, aprendeu a falar para não ser engolido pela boca de um Outro onipotente. Falar numa análise é criar um passado, reconfigurado no presente de cada sessão, em razão de um futuro. É também escrever seu texto numa língua em que todos nascemos e em que, em alguma medida, permanecemos sempre estrangeiros.
[1] Inicialmente, o curso foi oferecido como “Formação Básica em Psicanálise”. Essa primeira turma também tinha a possibilidade de assistir às aulas posteriormente, por meio das gravações que ficavam disponíveis por um período determinado de tempo.
[2] Espaço de atendimento clínico supervisionado a pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, realizado por alunos e ex-alunos do Instituto Gerar.
[3] Em outro encontro sobre a Rede Clínica, realizado em 2025, os critérios estabelecidos foram: ao menos um ano no Seminário Clínico e/ou estar cursando o terceiro ano do Curso de Aprofundamentos em Freud.
[4] Este primeiro processo analítico começou na clínica-escola da Pontíficia Universidade Católica de Goiás, em Goiânia, em meados de 2003, e durou cerca de seis meses. A retomada ocorreu em 2014, em consultório particular, quando pude bancar o pagamento das sessões.
Astor, D. (2008) Lou Andreas-Salomé – biografia. Trad. J. R. Simões. Porto Alegre: L&PM, 2015.
Beauvoir, S. (1960) A força da idade. Trad. S. Milliet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.
Beauvoir, S. (1963) A força das coisas. Trad. M. H. F. Martins. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.
Bruno, M. C., Teixeira, R. & Clermont-Tonnerre, M.; Salles, W. (2024) Ainda estou aqui. Produção de RT Features, VideoFilmes, Mact Productions, Arte France Cinéma, Conspiração Filmes, Globoplay, direção de Walter Salles. Brasil, 2024, 136 minutos.
Cixous, H. A chegada da escrita. Trad. D. Magalhães; F, Trocoli; I. Nuto; M.Pacheco; P. Bange; R. Estrella. T. Pinto. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo. 2024.
Ernaux, A. (2016) Memória de menina. Trad. M. Delfini. São Paulo: Fósforo, 2025.
Freud, S. (1912-1913) Totem e tabu. Trad. P. C. Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
Jorge, M. (2000) Fundamentos da psicanálise de Freud a Lacan, vol.1: as bases conceituais. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
Jorge, M. (2010) Fundamentos da psicanálise de Freud a Lacan, vol. 2: a clínica da fantasia. Rio de Janeiro: Zahar, 2010.
Jorge, M. (2017) Fundamentos da psicanálise de Freud a Lacan, vol. 3: a prática analítica. Rio de Janeiro: Zahar, 2017.
Lacan, J. (1945) O tempo lógico e a asserção de certeza antecipada. In: Escritos. Trad. V. Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998; pp. 197-213.
Salum, L. (2024) Lacan e a estrutura da cadeia significante. São Paulo: Toro, 2024.
Silva, K. C. R. (2016) A experiência cotidiana do lugar: relatos de espaço dos velhos moradores da Cidade Patrimônio (Dissertação de mestrado). Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2016.
Analista da Rede Clínica e membro do Seminário Clínico do Instituto Gerar. Possui formação acadêmica em Jornalismo com mestrado em Geografia.